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Compreender os ataques de pânico: corpo, emoções e terapia.

Quando se fala em ataques de pânico, é fácil pensar imediatamente em situações extremas em que tudo parece desmoronar-se de repente. Na verdade, são muitas vezes uma realidade diária, marcada por medos silenciosos e sensações corporais avassaladoras que podem afetar gravemente a qualidade de vida. Neste artigo, gostaria de oferecer uma visão direta e empática sobre o que são realmente os ataques de pânico e como lidar com eles, incluindo através de recursos modernos como a terapia online.

Ansiedade

Ataques de pânico

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Conteúdo editado por:

Equipa Editorial da MindSwiss

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Compreender os ataques de pânico: corpo, emoções e terapia.

Segunda-feira 24 Novembro 2025

Quando se fala em ataques de pânico, é fácil pensar imediatamente em situações extremas em que tudo parece desmoronar-se de repente. Na verdade, são muitas vezes uma realidade diária, marcada por medos silenciosos e sensações corporais avassaladoras que podem afetar gravemente a qualidade de vida. Neste artigo, gostaria de oferecer uma visão direta e empática sobre o que são realmente os ataques de pânico e como lidar com eles, incluindo através de recursos modernos como a terapia online.

Ataques de pânico: o que está realmente a acontecer?

Imagine que é um dia tranquilo: a cidade segue o seu curso normal, nada de especial parece acontecer. De repente, algo interno muda de rumo. O coração começa a bater rapidamente, a respiração é curta, o peito parece apertar como se estivesse a ficar sem ar. Os pensamentos ficam confusos e um medo intenso apodera-se de si, ao ponto de se questionar se está a perder o controlo ou a arriscar algo muito sério. Eis alguns possíveis sinais de um ataque de pânico. Um ataque de pânico não é "apenas coisa da cabeça", mas uma resposta biológica real desencadeada pelo sistema nervoso perante um perigo percebido, muitas vezes invisível ou desproporcional à situação objetiva. Pode dizer-se que, como usar óculos com filtros muito coloridos, a realidade se torna distorcida e confusa. Quem vive estes episódios não os imagina; suporta-os, frequentemente com sentimentos de culpa ou vergonha, como se tivesse falhado em algo importante.

Porque é que os ataques de pânico surgem de repente?

Uma das perguntas mais frequentes é: "Porquê eu?" ou "Porquê agora?". Os ataques de pânico, no entanto, não funcionam segundo critérios puramente lógicos. Muitas vezes, são apenas a ponta do icebergue de uma viagem interior composta por medos não atendidos ou necessidades emocionais que foram deixadas de lado durante muito tempo. Em alguns casos, surgem durante períodos aparentemente tranquilos, talvez após um longo período de stress, talvez quando o corpo e a mente começam a descansar. Outras vezes, manifestam-se durante uma situação objetivamente stressante, mas mais frequentemente emergem em resposta a pensamentos ou sensações que, embora internas, evocam uma ameaça.

Medo do medo: o círculo vicioso

Quem sofre de ataques de pânico acaba muitas vezes por temer o seu regresso mais do que qualquer outra coisa. Isto pode levar ao medo do medo, à sensação de que até um pequeno sintoma (batimentos cardíacos acelerados, um ligeiro suor) pode desencadear todo o ciclo novamente. Esta espiral pode levar à evitação de locais ou situações, limitando a liberdade da pessoa. O resultado é um ciclo vicioso em que a pessoa tenta controlar cada sinal corporal por medo de repetir aqueles momentos de terror. Paradoxalmente, quanto mais a pessoa se observa e se controla, mais a tensão interna aumenta.

As raízes emocionais dos ataques de pânico

Muitas vezes, as pessoas questionam-se se existe uma única causa ou se é possível recuperar rapidamente. A realidade é que os ataques de pânico têm frequentemente raízes emocionais profundas. Podem estar ligados a experiências passadas, expectativas ou padrões aprendidos na infância sobre como lidar com as emoções ou tolerar a incerteza. Por outras palavras, existem "lentes" dentro de nós que nos fazem perceber determinados sinais como extremamente ameaçadores. A nossa história pessoal pode ter-nos ensinado a temer a intensidade de determinadas emoções, a antecipar catástrofes ou a desconfiar dos nossos próprios recursos para lidar com as dificuldades. Na terapia, descobre-se muitas vezes que um ataque de pânico, apesar da sua dolorosa intrusão, é a forma que a mente encontra para sinalizar uma sobrecarga, um grito de socorro que foi ignorado durante muito tempo. Um ataque de pânico é um sinal de que o corpo, sábio e perfeito nas suas leis, nos está a dizer: "Olhem para mim, a forma como estão a lidar com as coisas precisa de mudar."

Tratamento para ataques de pânico: por onde começar?

A questão fundamental passa, então, a ser: como podemos escapar a esta dinâmica? Não existe uma resposta mágica, mas sim um caminho que começa com a compreensão do nosso próprio funcionamento emocional, com uma maior consciência da ligação entre o corpo e os pensamentos. Em muitos casos, procurar ajuda profissional já representa um ponto de viragem, pois necessitamos frequentemente de alguém que nos ajude a ver sob diferentes perspetivas e a compreender os sinais do nosso mundo interior. Um aspeto importante da terapia é criar um espaço seguro onde a pessoa se possa finalmente sentir aceite sem julgamentos. Aqui, é possível explorar não só os sintomas, mas também os medos mais profundos, as origens das vulnerabilidades e as forças muitas vezes ocultas pelo sofrimento. O tempo em terapia serve precisamente para lançar uma nova luz sobre as experiências, reconhecendo os momentos em que as nossas reações se desenvolveram como formas de proteção, mesmo quando agora parecem desproporcionais ou disfuncionais.

A terapia online como ferramenta de mudança.

Nos últimos anos, a terapia online veio revolucionar significativamente a possibilidade de procurar ajuda para as crises de pânico. Graças a ferramentas digitais seguras e modalidades terapêuticas adaptadas, muitas pessoas conseguiram iniciar ou continuar a sua terapia mesmo em momentos de dificuldades logísticas, como durante a pandemia ou quando não podiam comparecer fisicamente no consultório. Um dos primeiros aspetos atrativos da terapia online é a possibilidade de aceder a apoio psicológico diretamente a partir de casa, o que, em alguns casos, facilita o primeiro passo, sobretudo para quem se sente estagnado ou teme o estigma. A viagem continua a ser valiosa, pois o foco mantém-se na relação terapêutica e na confiança mútua. A distância física parece muitas vezes amenizar uma certa resistência, permitindo uma partilha mais livre. É claro que isto não significa que a terapia online seja sempre a melhor solução para todos: cada pessoa é diferente, assim como as suas necessidades e preferências.

Abordar a crise, e não apenas extingui-la.

Quando se trata de ataques de pânico, o instinto natural é procurar soluções rápidas para os fazer desaparecer. No entanto, o risco é que simplesmente "apaguemos o fogo", sem nunca abordarmos de facto as suas causas. Em vez disso, a verdadeira mudança vem do trabalho não só nos sintomas, mas também nas raízes profundas que os alimentam. Este processo envolve frequentemente a disposição para confrontar partes de nós mesmos que causam medo, aprendendo gradualmente a tolerar a incerteza e a ouvir as necessidades e emoções que antes procurávamos silenciar. Um dos aspetos fundamentais da terapia é aprender a distinguir entre o perigo real e o perigo percebido. Neste sentido, pode ser útil pensar num ataque de pânico como uma sirene que dispara excessivamente: não porque algo realmente grave esteja prestes a acontecer, mas porque o sistema aprendeu a reagir antecipadamente para nos manter "seguros".

Pequenas vitórias diárias

No processo de tratamento das crises de pânico, é importante reconhecer e celebrar até os pequenos avanços. Muitas vezes, tudo começa com a capacidade de permanecer, mesmo que por breves instantes, em situações que antes eram demasiado assustadoras. Assim, com o passar do tempo, começámos a redescobrir lugares, atividades e emoções que pareciam perdidos. Cada passo em frente, por mais pequeno que seja, é como uma janela que se abre e permite a entrada de ar fresco nas nossas vidas. É importante lembrar que o caminho nem sempre é linear: podem existir contratempos, pausas e retrocessos. Mas todos estes momentos fazem parte da mudança, cada um à sua maneira. Não há motivo para desanimar ou julgar por alguns contratempos: a viagem rumo a uma maior liberdade emocional é feita de tentativas, erros e correções. A confiança na possibilidade de mudança constrói-se neste constante vaivém, como uma dança lenta em que novos passos surgem até das hesitações.

Trabalhar em padrões profundos

Um dos elementos-chave no tratamento dos ataques de pânico é explorar os chamados "esquemas" — padrões profundos que regem a forma como pensamos, sentimos e reagimos. Estes padrões formam-se geralmente na infância e tornam-se uma espécie de "filtro" através do qual interpretamos as situações atuais. Por exemplo, se tivermos a crença profundamente enraizada de que não conseguimos lidar com a situação sozinhos, cada sensação corporal intensa será interpretada como uma ameaça incontrolável. Na terapia, incluindo a terapia online, trabalhamos para fortalecer um diálogo mais equilibrado entre as várias partes internas, frequentemente em conflito. A parte temerosa e a reação compulsiva, a parte vergonhosa e a parte raivosa: todas merecem ser ouvidas, mas também acolhidas e guiadas. O terapeuta torna-se, então, um ponto de referência para que se possa gradualmente experimentar uma maior confiança na gestão das próprias emoções.

Questões para Desbloquear a Mudança

Se se fizesse algumas perguntas para começar a encarar os ataques de pânico de uma nova forma, quais seriam? Tente perguntar-se: "O que sinto realmente no meu corpo quando estou ansioso?", "Que emoções estou a tentar evitar ou controlar?", "Quando foi a primeira vez que senti este medo?" Estas não são perguntas fáceis, nem óbvias. No entanto, parar para as ouvir atentamente pode ser o primeiro passo para romper com o automatismo que alimenta o problema. Lembre-se que a curiosidade, aliada à autoempatia, é uma das ferramentas mais poderosas para a mudança.

Humor e ironia pelo caminho.

Pode parecer estranho sugerir o uso do humor num terreno tão delicado como os ataques de pânico. No entanto, mesmo em momentos difíceis, saber como encarar com um toque de ironia a tendência para catastrofizar ou "prever o inesperado" pode, pelo menos em parte, aliviar a tensão e permitir a descoberta de novas possibilidades. A ironia, usada com moderação, ajuda a não me identificar completamente com os sintomas e a distinguir quem sou dos meus medos.

Para um novo diálogo interno

Em última análise, superar os ataques de pânico significa aprender a construir um novo diálogo interno, mais gentil, mas mais sólido e realista. Muitas vezes, quem já passou por estes ataques sente-se "quebrado" ou defeituoso. Nada poderia estar mais longe da verdade: a mente tenta simplesmente proteger-nos, mesmo que, por vezes, o faça da forma menos útil. A terapia — seja presencial ou online — é um espaço onde pode experimentar a confiança, reconectar-se consigo mesmo e reconhecer o valor das suas experiências. Cada viagem é única; cada pessoa tem o seu próprio tempo e forma de florescer, mesmo após momentos difíceis. Não existe uma fórmula mágica, mas existe certamente a oportunidade de aprender a sentir, acolher e integrar as suas emoções, passo a passo. Comece a encarar os seus ataques de pânico como sinais que merecem atenção, e não como inimigos a destruir. Reconhecer isto já é transformador: o início de uma jornada de cura que também pode percorrer através de novos métodos, como a terapia online. E mesmo que a subida pareça íngreme agora, lembre-se que toda a viagem em direção à consciência começa precisamente ao aceitarmos o que se move dentro de nós, sem julgamento, e depois guiarmos a nossa história na direção que realmente desejamos seguir. Se procura um novo ponto de partida para lidar com os ataques de pânico, saiba que pedir ajuda é já um ato de coragem e autenticidade.

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